Rota dos Restaurantes Fechados

A Saga do Estômago Vazio
1 de março de 2026 por
Rota dos Restaurantes Fechados
Os Rejeitados

Dizem que o destino de um motociclista é a estrada, mas no dia 1 de março de 2026, o destino do nosso grupo era, claramente, passar fome com estilo.

Tudo começou com a precisão britânica (só que não). Às 11:00, eu e o Dave já estávamos a postos, contando as rachaduras no asfalto. O Delgado, mantendo sua aura de estrela de rock, apareceu gloriosamente dois minutos depois. "Antes tarde do que nunca", pensamos nós, mal sabendo que o "atraso" seria o tema oficial do dia.

A Espera em Taveiro


  Seguimos para Taveiro, Coimbra, para encontrar o resto da cavalaria.

 Trinta minutos depois — tempo suficiente para o motor arrefecer e a paciência aquecer — o grupo finalmente apareceu. 

Com a tropa reunida (10 pessoas famintas), o objetivo era simples: Rabaçal

Afinal, quem não quer um queijo e uma boa refeição?

O Primeiro "Não"

Chegamos à "Queijeira do Rabaçal" com a esperança de um banquete. 

A placa amarela era linda, mas o interior não tinha espaço para a nossa multidão. 

Olhamos uns para os outros, ajustamos os capacetes e decidimos: "Penela é logo ali, comemos por lá!".


O Labirinto e a Estrada Cortada

Se o GPS falasse, ele estaria a rir-se. 

No caminho para Penela, o golpe de misericórdia: estrada cortada

O que deveria ser um pulo virou uma "volta dos diabos". 

Passamos por lamas (literalmente, ou quase isso, se virem a foto daquela pobre alpaca a olhar para nós com cara de "vocês estão perdidos, não estão?").


A lama.

A Grande Caça ao Prato Feito

O domingo em Portugal tem uma regra não escrita: se tens muita fome e estás em grupo, todos os restaurantes decidem tirar folga. 

Rodamos, circulamos e fizemos curvas que nem o Google Maps conhecia. 

Era uma vergonha! Parecia que tínhamos entrado numa dimensão paralela onde o conceito de "restaurante aberto ao domingo" era um mito urbano.

O Milagre das 15:19

Com a velocidade máxima a tocar nos +180 km/h (provavelmente a fugir da fome) e uma média de 58 km/h devido às voltas e reviravoltas, o milagre aconteceu. Às 15h da tarde, depois de 5 horas e 50 minutos de passeio e 188 km de asfalto, finalmente encontramos uma mesa.

Moral da história: Rodamos quase 200 km para almoçar ao lanche. Mas hey, pelo menos a foto na rotunda ficou impecável e a alpaca agora tem uma história para contar às amigas sobre dez malucos em motos que não sabiam onde era o norte!