Dizem que o destino de um motociclista é a estrada, mas no dia 1 de março de 2026, o destino do nosso grupo era, claramente, passar fome com estilo.
Tudo começou com a precisão britânica (só que não). Às 11:00, eu e o Dave já estávamos a postos, contando as rachaduras no asfalto. O Delgado, mantendo sua aura de estrela de rock, apareceu gloriosamente dois minutos depois. "Antes tarde do que nunca", pensamos nós, mal sabendo que o "atraso" seria o tema oficial do dia.
A Espera em Taveiro
Seguimos para Taveiro, Coimbra, para encontrar o resto da cavalaria.
Trinta minutos depois — tempo suficiente para o motor arrefecer e a paciência aquecer — o grupo finalmente apareceu.
Com a tropa reunida (10 pessoas famintas), o objetivo era simples: Rabaçal.
Afinal, quem não quer um queijo e uma boa refeição?


O Primeiro "Não"
Chegamos à "Queijeira do Rabaçal" com a esperança de um banquete.
A placa amarela era linda, mas o interior não tinha espaço para a nossa multidão.
Olhamos uns para os outros, ajustamos os capacetes e decidimos: "Penela é logo ali, comemos por lá!".
O Labirinto e a Estrada Cortada
Se o GPS falasse, ele estaria a rir-se.
No caminho para Penela, o golpe de misericórdia: estrada cortada.
O que deveria ser um pulo virou uma "volta dos diabos".
Passamos por lamas (literalmente, ou quase isso, se virem a foto daquela pobre alpaca a olhar para nós com cara de "vocês estão perdidos, não estão?").
O Milagre das 15:19
Com a velocidade máxima a tocar nos +180 km/h (provavelmente a fugir da fome) e uma média de 58 km/h devido às voltas e reviravoltas, o milagre aconteceu. Às 15h da tarde, depois de 5 horas e 50 minutos de passeio e 188 km de asfalto, finalmente encontramos uma mesa.
Moral da história: Rodamos quase 200 km para almoçar ao lanche. Mas hey, pelo menos a foto na rotunda ficou impecável e a alpaca agora tem uma história para contar às amigas sobre dez malucos em motos que não sabiam onde era o norte!