Dizem que quem anda no asfalto tem o coração de pedra e o estômago de ferro. Pois bem, os Rejeitados do Asfalto foram até Coimbra provar que o nosso coração é mais para o "mousse de chocolate" e o nosso estômago... esse continua a ser de ferro, especialmente se houver uma roulotte por perto!
1. A Selfie da Confiança
Começámos o dia com esta pose de quem sabe o que faz. Óculos escuros postos, coletes carregados de patches e aquela cara de: "Nós viemos aqui para salvar o dia (ou pelo menos para não nos perdermos no GPS)". A verdade? Estávamos só a tentar esconder o brilho nos olhos por estarmos a ajudar os Bombeiros Voluntários de Coimbra.
2. O Contraste de Respeito
Se alguém nos dissesse que íamos posar ao lado de um banner de "Motos pela Igualdade" com um capacete cor-de-rosa cheio de corações, talvez duvidasse. Mas vejam a Foto 7: o preto do nosso cabedal e o rosa da causa combinam melhor que cerveja e tremoços! A igualdade na estrada é como o óleo no motor: sem ela, nada funciona. E sim, ficamos lindíssimos ao lado da malta de t-shirt rosa. É o chamado "estilo fofinho-agressivo".
3. A Invasão dos Balões
Olhem para aquele alinhamento de máquinas na Foto 4. Temos Harleys, Hondas, estradeiras de todo o tipo... e o que é que elas têm em comum? Balões cor-de-rosa! Nada impõe mais respeito na autoestrada do que uma mota de 300kg com um balão a abanar ao vento. O nosso acampamento (Foto 5) parecia o cenário de uma festa de aniversário, mas o aniversariante era a solidariedade.

4. Alta Estratégia... na Roulotte
A parte mais séria do evento: a logística alimentar. Na Foto 2, podem ver os "Rejeitados" em formação de fila indiana. Não era para um desfile, era para a bifana! Afinal, apoiar a Associação Humanitária dos Bombeiros exige muita energia. Dizem que o barulho dos nossos motores é alto, mas deviam ouvir o nosso estômago a reclamar depois de duas horas ao sol.

5. O Horizonte de Coimbra
No final, o que fica é esta imagem da Foto 6: um parque cheio, um céu azul e a sensação de missão cumprida. Viemos pelos motores, ficámos pelas pessoas e saímos com a alma cheia (e o colete a apertar um bocadinho mais, graças às bifanas).
Conclusão: Ser um Rejeitado do Asfalto em Coimbra foi isto: mostrar que o cabedal protege do vento, mas não protege da emoção de ajudar quem precisa. Se os bombeiros apagam fogos, nós hoje acendemos uma esperança... e talvez tenhamos levado um balão rosa para casa, mas isso fica entre nós!



